Velhos Amigos

Velhos Amigos em Alcobaça

O início

Os inícios, cheios de energia, alicerçados na iniciativa, engrandecidos pelo entusiasmo e envolvidos pela oportunidade de partilha. Todos gostamos da magia do início.

A Atlas tem-me permitido sentir esta magia nas mais diversas situações, o início do contacto com o voluntariado, o início do trabalho com uma equipa fantástica, o início da partilha desta experiência tão enriquecedora e agora, o início do Projeto Velhos Amigos em Alcobaça.

Aceitei o desafio de ser voluntária coordenadora em Alcobaça porque acredito no conceito de uma Sociedade para todos, assente num compromisso com os outros e connosco mesmos.

Acredito na nossa construção permanente enquanto Pessoas e, por isso, acredito na Atlas.

Velhos Amigos em Alcobaça

A vontade que a Atlas tem de crescer, contribuindo para o desenvolvimento de mais Pessoas, aliada à criação da “Academia de Voluntários” pelo Centro Recreativo e Popular (CRP Ribafria), criou as condições ideais para o alargamento do Projeto Velhos Amigos para esta região. Esta “Academia de Voluntários” surgiu no meio desportivo com o intuito de enriquecer o processo de formação dos atletas, complementando os ensinamentos desportivos e proporcionando uma compreensão mais aprofundada dos valores Humanos, desta forma, atletas a partir dos 12 anos e pais foram convidados a participar em atividades de voluntariado. A adesão foi imediata.

Todos sabemos o papel fundamental que a equipa de voluntários desempenha neste projeto, desta forma foi necessário começar a formar os voluntários e permitir-lhes o contacto com esta nova realidade. Iniciamos também a construção da rede de Restaurantes Solidários onde encontramos empresas fragilizadas pela situação económica que esta realidade pandémica lhes trouxe. Ainda assim, conseguimos parcerias com Pessoas cheias de vontade de melhorar a vida de alguém.

Apesar da pandemia e da dificuldade acrescida que nos trouxe no que toca ao estabelecimento de contactos e, consequentemente, na identificação de Beneficiários, no início de Dezembro começamos a entrega de refeições no terreno. Sabemos que ao iniciarmos este projeto numa nova região em plena pandemia, temos de ser mais exigentes, temos de ultrapassar, mantendo alguma distância, medos e inseguranças dos Beneficiários que seriam mais facilmente atenuados com um abraço, no entanto sabemos que chegará esse momento e até lá, tudo faremos para assegurar a nossa presença.

Queremos crescer com a partilha de experiências e visões dos nossos Voluntários, com as aprendizagens que os nossos Beneficiários nos permitem, com o apoio e a disponibilidade da Equipa da Atlas, com a generosidade e confiança dos Restaurantes Solidários e das Empresas parceiras.

Queremos acreditar em inícios sustentados por Pessoas que fazem valer a pena, em inícios que incentivem a intergeracionalidade, em inícios que mudam vidas, a começar pela vida de cada um de nós.

Todos os dias são um início e só posso desejar que consigamos sentir a magia dos inícios em cada ação que desempenhamos como voluntários, para que nunca nos falte o entusiasmo, a coragem e a alegria para tornarmos o mundo de alguém melhor!


SÍLVIA MARQUÊS

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos em Alcobaça

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Amigos em Casa

As ruas onde diariamente passamos, escondem realidades inimagináveis.

Atrás das paredes existem pedaços de desumanidade incalculáveis, tantas vezes descobertos pelos(as) voluntários(as) do Velhos Amigos. Tendo conhecimento dessas realidades escondidas, somos impulsionados a intervir, apoiando na debelação das necessidades sentidas pelos(as) idosos(as) que nas casas se refugiam.

É, em subordinação a este mote, que a ATLAS submeteu uma candidatura à segunda edição do Programa VINCI para a Cidadania propondo, no eixo de “Inclusão pela Habitação”, o Projeto Amigos em Casa. A premissa é sustentada pelo melhoramento das condições de habitabilidade das casas dos(as) idosos(as), contribuindo para um aumento do seu bem-estar, conforto e segurança. Pretendemos, com este Projeto, dar resposta às necessidades habitacionais dos nossos Velhos Amigos, respondendo às situações de precariedade e às carências habitacionais por eles sentidas.

Neste seguimento, é, com toda a motivação e entusiasmo, que a ATLAS, com o Projeto Amigos em Casa, foi uma das catorze contempladas com o apoio disponibilizado pelo Programa VINCI para a Cidadania. O Projeto foi um dos selecionados de entre os 65 projetos candidatos a esta segunda edição do suprarreferido Programa.

O Projeto Amigos em Casa objetiva a recuperação dos espaços habitacionais degradados ou inacabados de idosos(as) que vivem em isolamento social e vulnerabilidade económica.

Vamos, numa primeira fase e com o apadrinhamento da VINCI, reabilitar espaços habitacionais requerentes de intervenção urgente, através do equipamento com mobiliário e eletrodomésticos, de ações de limpeza e desinfestação e de ações de reconstrução (pintura, canalização, eletricidade, pintura, pavimentação) e remoção das barreiras arquitetónicas.

Pretendem-se casas amigas dos idosos, funcionais e seguras, que concedam melhores condições de habitabilidade, de molde a adiar a residencialização em Estruturas Residenciais para Idosos e a favorecer um ambiente doméstico mais favorável ao envelhecimento.

De molde a asseverar a sustentabilidade do Projeto (e porque se pretende uma resposta continuada), a ATLAS trabalhará a mobilização da sociedade civil e entidades públicas e privadas, com vista a que, a longo prazo, continue a ser possível dar respostas às necessidades das habitações dos(as) idosos(as).

Programa VINCI Para a Cidadania | LinkedIn
Mais informações sobre o prémio  aqui

RITA PRATAS

Assistente Social na
ATLAS – People Like Us

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ATLAS distinguida com Troféu Português do Voluntariado

No dia em que se celebra internacionalmente o Voluntariado, 5 de dezembro, a ATLAS-People Like Us foi distinguida com o Troféu Português do Voluntariado|2020, na categoria geral, promovido pela Confederação Portuguesa do Voluntariado.

No dia em que se celebra internacionalmente o Voluntariado, 5 de dezembro, a ATLAS-People Like Us foi distinguida com o Troféu Português do Voluntariado|2020, na categoria geral, promovido pela Confederação Portuguesa do Voluntariado.

Os/As voluntários/as da ATLAS foram congratulados com o referido prémio, numa iniciativa que assenta numa trilogia de objetivos, os quais:

  • Promover o voluntariado como exercício de cidadania ativa, de solidariedade e de dádiva na construção do bem comum;
  • Valorizar o voluntariado que contribua para a melhoria das condições de vida nas comunidades;
  • Divulgar boas práticas de voluntariado para potenciar a sua replicação e/ou a realização de novos projetos de voluntariado.

Da candidatura edificada pela ATLAS, no âmbito deste reconhecimento, partilhamos convosco um excerto, sequentemente apresentado, que consideramos ilustrar a incansabilidade dos/as voluntários/as que corporificam o Projeto Velhos Amigos.

Com o voluntariado, no âmbito deste projeto, são muitas as histórias cruzadas, são múltiplos os episódios que descrevem relações de amizades improváveis. De pessoas que fazem a diferença na vida de outras.

Começam como voluntários(as) mas rapidamente se tornam amigos(as). São incansáveis na dedicação que colocam no projeto e têm sido inigualáveis nos efeitos que têm instigado nos(as) idosos(as) acompanhados. Das cartas lidas aos passeios no jardim, dos telefonemas às ações de limpeza habitacional, do asseverar da jardinagem do pátio ao levar a jantar fora.

Os nomes são muitos. Impossíveis escrever numa página A4. Têm feito a diferença no dia a dia dos(as) beneficiários(as) do projeto e a refeição é só o pretexto para fazer parte das suas vidas e proporcionar momentos que pensavam não voltar a viver.

Do sentido de compromisso à responsabilidade. Sabem que são a última esperança nos últimos tempos de vida destes(as) idosos(as) e querem fazê-los crer que ainda têm experiências para viver.

Assim são os(as) voluntários(as) do Velhos Amigos.”

Este prémio é de todos/as vós: os que semana após semana se deslocam em viatura própria para entregar sorrisos, preocupação e afetos aos idosos; os que todos os sábados, ininterruptamente, doam refeições nutritivas aos nossos velhos amigos; as empresas e demais parceiros que instigam ao voluntariado e responsabilidade social, apoiando na superação das necessidades sentidas pelos beneficiários do Projeto; às nossas coordenadoras dedicadas e ativas na prossecução do bem-estar dos idosos e no asseverar do sucesso da dinâmica do Projeto.

Um bem-haja!

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Que direitos para as pessoas idosas?

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado anualmente a 10 de dezembro, a data em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. A Declaração é um documento importante que proclama os direitos inalienáveis das pessoas independentemente da sua raça, cor, religião, do sexo, idioma, da opinião política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, do nascimento ou de outro estatuto.

O envelhecimento da população exigiu – e continua a exigir – uma adequada reflexão por parte de famílias, governantes e sociedade em geral e, colmatou em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos do Homem a incluir no seu artigo 25.º a primeira referência aos direitos das pessoas idosas:

“Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.”

Universal Declaration of Human Rights

A proteção e a garantia do direito das pessoas idosas a uma vida com dignidade estão consagradas na Constituição da República, mas também na Declaração Universal dos Direitos Humanos, art.º 1.º e art.º 25.º e no recomendado pelos Princípios das Nações Unidas.

1. Direito à Participação

Independentemente da idade, qualquer indivíduo deve ter a possibilidade de:

  • Participar activamente na formulação e implementação de políticas que afetam diretamente o seu bem-estar e transmitir aos mais jovens conhecimentos e habilidades;
  • Aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando como voluntário, de acordo com seus interesses e capacidades;
  • Poder formar movimentos ou associações de idosos.

2. Direito à Saúde

Todos, incluindo os idosos, têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. O direito à proteção da saúde é realizado:

  • Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
  • Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a proteção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Direito à Auto-realização

A auto-realização assume, nesta fase da vida, um papel importante, por isso considerou-se igualmente importante consagrar o direito à realização das suas próprias capacidades ou habilidades através de:

  • Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades;
  • Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade.

4. Direito à Dignidade

Em primeiro lugar, todos os direitos dos idosos devem ter, na sua essência, o respeito pela dignidade humana. Deve haver uma consciencialização e esforço com o objetivo de:

  • Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais;
  • Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros fatores.

5. Direito à Informação

O direito à informação aplica-se o mesmo que à população em geral:

  • Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações;
  • O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

6. Direito à Alimentação

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual Portugal subscreveu, consagra, no seu artigo 25º, o direito humano à alimentação . Assim sendo, a pessoa idosa tem direito a receber pensão de alimentos dos filhos ou outros descendentes desde que não possuam meios próprios de se sustentar.

7. Direitos na Justiça

O sistema de acesso ao direito e aos tribunais destina-se a assegurar que a ninguém seja dificultado ou impedido, em razão da sua condição social ou cultural, ou por insuficiência de meios económicos, o conhecimento, o exercício ou a defesa dos seus direitos.

8. Direitos Sociais

Existem em Portugal um conjunto de direitos sociais atribuídos aos idosos em situações específicas, mas em termos gerais e, segundo a Constituição da República:

  • Todos têm direito à segurança social.
  • Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado, com a participação das associações sindicais, de outras organizações representativas dos trabalhadores e de associações representativas dos demais beneficiários.
  • O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.
  • Todo o tempo de trabalho contribui, nos termos da lei, para o cálculo das pensões de velhice e invalidez, independentemente do setor de atividade em que tiver sido prestado.
  • O Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a atividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem caráter lucrativo, com vista à prossecução de objetivos de solidariedade social consignados, nomeadamente, neste artigo, na alínea b) do n.º 2 do artigo 67.º, no artigo 69.º, na alínea e) do n.º 1 do artigo 70.º e nos artigos 71.º e 72.º.

9. Direito à Independência

Nos direitos dos idosos está também o direito à independência que segundo os Princípios das Nações Unidas têm direito a:

  • Ter acesso à alimentação, à água, à habitação, ao vestuário, à saúde, a apoio familiar e comunitário;
  • Ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de rendimentos;
  • Poder determinar em que momento se deve afastar do mercado de trabalho;
  • Ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e requalificação profissional;
  • Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de mudanças;
  • Poder viver em sua casa pelo tempo que for viável.

10. Direito ao Trabalho

No que respeita ao trabalho a pessoa idosa tem o direito de:

  • Exercer a atividade profissional, respeitando as suas condições físicas, intelectuais e psíquicas;
  • Direito à retribuição, direito à prestação;
  • Trabalhar em condições de higiene e segurança.

11. Direito à Assistência

Segundo a Resolução 46/91 Aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 16 de dezembro de 1991, as pessoas idosas têm o direito a:

  • Beneficiar da assistência e protecção da família e da comunidade, de acordo com os seus valores culturais;
  • Ter acesso à assistência médica para manter ou adquirir o bem-estar físico, mental e emocional, prevenindo a incidência de doenças;
  • Ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcionem proteção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento social, num ambiente humano e seguro;
  • Ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, proteção e assistência;
  • Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na sua dignidade, crença e intimidade;
  • Deve desfrutar ainda do direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua vida.

Sugerimos ainda a consulta da Publicação “Queremos falar-lhe dos Direitos das Pessoas Idosas” editada pelo Instituto de Segurança Social.

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Tecnologia e o Desafio de Cuidar

“Vivemos todos, neste mundo, a bordo
de um navio saído de um porto que desconhecemos para um
porto que ignoramos; devemos ter uns para os outros, uma
amabilidade de viagem”

Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

Ao longo do processo de envelhecimento é comum os nossos mais velhos depararem-se com algumas dificuldades. Tarefas que eram realizadas com facilidade passam a ser mais complicadas, por exemplo a visão e mobilidade podem ser afetadas, aumentando o risco de queda, e frequentemente surgem problemas de saúde.

Envelhecer pode trazer alguns desafios e para ultrapassá-los ter uma rede de proximidade de familiares, amigos, vizinhos, voluntários e outros heróis (des)conhecidos faz a diferença!

Cuidar de uma pessoa é uma tarefa nobre e exigente, que muitas vezes desafia a conciliação pessoal e que traz também desafios aos próprios cuidadores.

Por mais avanços tecnológicos que existam nada substitui a nossa “presença” mas o uso das tecnologias pode efetivamente ajudar, mesmo que à distância, sendo certo que um cuidador nunca pode ser substituído por máquinas/tecnologia.

Uma das grandes preocupações dos cuidadores são os vários períodos que os nossos mais velhos estão sozinhos. Frequentemente questionam-se se em caso de SOS ou de queda será possível auxiliá-los ou se conseguem voltar a casa quando já existem episódios de deambulação. Uma solução que permita a localização GPS e a comunicação permite por exemplo comunicar com o sénior sempre que necessário, manter o sénior “sempre acompanhado” e dar mais confiança, tranquilidade e qualidade de vida a ambos.

Na ATLAS há essa solução porque cuidar é um desafio permanente, mas pode ser facilitado! Conheça a nossa intervenção com tecnologia


Vanessa Baeta

Business developer na INTELLICARE.

Acredita que todos podemos fazer a diferença para um mundo melhor.  

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Antes e durante a pandemia

Velhos Amigos na Marinha Grande

Sou, desde há 7 anos, voluntária numa organização de solidariedade denominada Atlas. Há 4 anos fui convidada a coordenar um dos projectos desta associação – o Velhos Amigos. É nesta qualidade que passo a enumerar sucintamente as linhas de atuação desta ONG na cidade onde vivo.

A ATLAS é uma organização não-governamental para o desenvolvimento, que tem como missão intervir em sectores-chave da sociedade, de modo a criar, junto das comunidades locais, alavancas de Desenvolvimento Humano Integrado e Sustentável.

Na Marinha Grande, a Atlas desenvolve, desde Julho de 2016, um projeto de Intervenção Cívica e de Desenvolvimento Local – o Projeto Velhos Amigos, que apoia idosos nas suas casas, em situação de carência e/ou isolamento. Um projeto de Voluntariado Profissional que leva refeições quentes, afetos e companhia a idosos da cidade, todos os fins-de-semana do ano.

Na Marinha Grande, são cerca de 100 voluntários/os comprometidos com este projecto, apoiando 22 beneficiários/as e envolvendo cerca de 23 restaurantes solidários.

Na Marinha Grande, temos marcado presença nas Festas da Cidade assim como nas tendinhas de Natal, conseguindo dessa forma dar visibilidade à Associação, permitindo aos voluntários apresentar à população o Projecto Velhos Amigos e trazer novos amigos para a ATLAS.

Além do projeto de Intervenção Cívica e Desenvolvimento Local, a ATLAS desenvolve também nesta cidade, o Projeto Escolas Solidárias que presta apoio a crianças e famílias carenciadas através da doação de cabazes constituídos por produtos alimentares e de higiene. Também o número de cabazes tem vindo a aumentar significativamente.

Neste tempo de pandemia, a Atlas, como tantas outras associações solidárias, tem-se desdobrado em apoios às famílias que atravessam provavelmente o tempo mais difícil das suas vidas.

 Durante o confinamento, numa conjugação de esforços, através da ajuda solicitada à Câmara Municipal da Marinha Grande, aos lares da Santa Casa da Misericórdia, Vergieiras e Outeirinhos à Associação Social Desportiva e Cultural de Casal Galego, a que se juntaram seis restaurantes solidários da nossa cidade, conseguimos assegurar o fornecimento das refeições aos nossos beneficiários.

Atualmente, na grave situação que o país continua a atravessar, não baixamos os braços e, assim, não privamos os nossos utentes desta nossa tão preciosa ajuda.

A solidariedade e o espírito de entreajuda foram, deste modo, postos ao serviço da comunidade.

A cada dia damos o nosso melhor, procurando honrar o princípio estruturante da Atlas: colocar a Pessoa no centro das políticas, acções e motivações.


Dora Birrento

Voluntária Coordenadora do Projeto Velhos Amigos na Marinha Grande

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Velhos Amigos

Quando queremos falar sobre o projeto Velhos Amigos vêm muitas ideias à nossa cabeça.

Começou em Coimbra, em 2009, com 2 equipas (4 idosos) e foi crescendo devagar, com muitas oscilações. Hoje, em Coimbra, tem 15 equipas e mobiliza muitos voluntários. Só é possível com a ajuda destas pessoas (voluntários) que saem de suas casas ou dos seus trabalhos para partilharem um pouco de tempo, com o outro. Só é possível, também, porque há restaurantes que, mesmo em tempos difíceis, doam generosamente uma ou mais refeições.

O projeto Velhos Amigos iniciou em Coimbra. Hoje o projeto abrange igualmente as cidades de Leiria, Pombal e Marinha Grande.

Não se esgota no levar a refeição!

Há o acompanhar às consultas, o fazer compras, o ajudar em pequenos consertos e até a passear o cão. Há o lembrar-se do aniversário, o levar um miminho, o telefonar a meio da semana. Há a certeza que o idoso tem alguém que vai atender o telefone quando for preciso.

O projeto Velhos Amigos leva refeições aos beneficiários e não só, é uma ação essencial no combate à solidão de vários idosos.

Este projeto não é essencial, mas…

Se o Projeto Velhos Amigos não existisse, a solidão seria mais triste e mais amarga para muitos idosos que vivem sós.

Já é clássico dizer-se que fazer voluntariado traz muita satisfação pessoal, que é mais gratificante para o voluntário do que para a pessoa que visitamos, e outras coisas parecidas. Mas é difícil descrever a alegria que se sente quando vemos, no outro, um sorriso nos lábios ou um olhar brilhante assim que entramos na sua casa. E não será a relação o mais importante da vida? E não será o serviço e o fazer feliz o outro que darão sentido à vida?

Estou grata por ser voluntária da Atlas desde o início. Estou grata por pertencer a esta família.

Agora, com mais responsabilidade na gestão da Atlas, quero ter a sabedoria de ser capaz de mobilizar mais pessoas para fazerem com que o voluntariado faça parte das suas vidas.

Bem hajam a todos!


Autor: Raquel Pina

Vice-Presidente da ATLAS – People Like Us, voluntária do Projeto Velhos Amigos desde 2009 e um apoio fundamental na coordenação do projeto em Coimbra. Na ATLAS tanto a conseguimos encontrar a organizar as faturas como a cozinhar para os Velhos Amigos, incansável!

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A solidão no meio da multidão

By Jornal de Leiria | Maio 2020

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