ATLAS People Like Us

A ATLAS tem como Missão intervir na comunidade, de modo a criar alavancas de Desenvolvimento Humano Integrado e Sustentável, através da promoção do voluntariado e da cooperação.

Podia ter acontecido comigo, podia ter acontecido com qualquer um de nós. Um simples clique põe-nos em contacto com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, com um bom amigo ou com um cafajeste.

Foi com um simples clique que aceitou um amigo no Face. Não conhecia, mas como recusar a amizade de alguém que pode estar a precisar de «colo» como de pão para a boca? Foram-se conhecendo(?). Passaram alguns momentos de entretenimento, de conversa. Uma simples amizade porque ela nunca permitiu que fosse mais além.

Não demorou muito tempo. Um mês? Talvez! Ou nem tanto. Troca de hábitos, de gostos na comida, na música, passatempos preferidos. Havia perguntas que ficavam sem resposta, mas tudo bem. As coisas estavam ao nível de uma mútua amizade.

Até que um dia as mensagens começaram a ter um não sei quê de misterioso. «Não queria magoar, mas tinha uma declaração a fazer». Ela, sempre na defensiva, abriu o jogo. Para seu espanto, todo aquele tempo esteve a trocar mensagens com uma pessoa que não existia. Era apenas uma personagem falsa. Não era a pessoa da foto, não tinha o emprego que dizia ter, nem a idade…

Mas a verdadeira pessoa decidiu desmascarar-se. Fiquei com a ideia de que estava a ser manipulado. Pediu desculpa, teve medo de me magoar.

Mostrou uma humildade impressionante, pediu ajuda, quis continuar a ser visto como amigo. E deixou um aviso que pode servir para todos nós e que me levou a escrever este artigo: Nunca envie dinheiro pela Internet para ninguém nem mesmo para mim. E nunca aceite amizade de quem não conheça! Achei isto de uma dignidade, de uma honestidade de heroísmo!

Volto ao princípio e revejo as mensagens. Em quase todas, se não todas, pergunta-me o que era o meu almoço ou o meu jantar, consoante a hora. Eu não valorizava: Umas vezes respondia, outras omitia, outras inventava. Era conversa de quem não tinha mais que dizer.

Mas hoje aquelas perguntas têm um novo sentido. Não haveria ali fome? Porquê aquela obsessão pela comida? Como pago as minhas contas? Não haverá ali falta de dinheiro? Quantas carências provavelmente até falta de afeto! Mas eu não sei como ajudar, parte-se-me o coração, mas vou ter que ser egoísta. Vou seguir o conselho de um jovem que tem idade para ser meu neto. Vou reaprender a dizer não e pôr sempre a razão à frente do coração. Mas não conseguia arrumar o assunto na minha cabeça.

Surgiram-me alguns medos e bloqueei as mensagens. Julgava ter, assim, posto um ponto final no assunto, mas qual não é o meu espanto quando passados alguns dias recebo uma mensagem no google onde mostrava uma certa mágoa por eu ter bloqueado o Messenger, mas preocupado por achar que me tinha magoado.

É uma mistura de sentimentos (pena, medo).

Respondi reafirmando que não gostava de estar a falar com uma pessoa que não correspondia à foto e temendo, não por ele, mas por quem porventura estivesse na retaguarda.

Já perceberam que o que aconteceu foi mesmo comigo, mas foi sem dúvida, uma lição para a vida


Autora
Maria Fernanda Alegre
Nasceu a 6 de julho de 1933, no concelho de Condeixa a Nova. Fez o curso no magistério primário. É viúva, tem 3 filhos e 2 netos. Depois de se reformar, tem-se dedicado ao voluntariado



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“Uma leitura, uma partilha de opinião” é um espaço de partilha entre voluntários e voluntárias da ATLAS. Aqui descobrimos o que andam a ler, quais as suas reflexões e sentimentos. Estão todos e todas convidadas a deixar comentários ao artigo no fim desta página!


De nada na mão

Comentário de Celina Gameiro

Residente em S. Simão de Litém, concelho de Pombal. Licenciada em Línguas e Literaturas modernas, variante de estudos franceses e ingleses, pela FLUC. Ouvinte e observadora. Voluntária na Atlas, no projeto Velhos Amigos.

Isabel Allende, autora de inúmeros romances, é uma emigrante chilena, residente na Califórnia, nos Estados Unidos da América. A influência que o seu país de origem teve nela e a referência ao mesmo aparecem na maior parte das suas obras.

O meu país inventado é uma viagem por esse país de muitos contrastes e nessa viagem conseguimos cheirar e saborear a nostalgia e o amor à pátria que qualquer emigrante carrega na sua mala.

Logo no início a autora fala-nos dos contrastes geográficos do Chile: as florestas densas do sul regadas com chuvas torrenciais (que muitas vezes cobrem as povoações nas redondezas e que têm vindo a ser ameaçadas pelas indústrias madeireiras), as serras nevadas da Cordilheira dos Andes (que fazem o Chile voltar as costas ao continente latino-americano), o pacífico adormecido (que banha o país e lhe lava a cara) e no norte o deserto de Atacama que ataca ferozmente quem quer que se aventure a atravessá-lo.

Isabel atravessou-o na primeira vez que saiu do Chile em direção à Bolívia. Vencia a sede a chupar laranjas e a beber água por galões. Fiquei a saber que o Chile possui um troço do continente antártico “um mundo de gelo e solidão… onde nascem as fábulas e perecem os homens”.  A ilha da Páscoa também pertence ao Chile, chama-se Rapanui em pascoense. Assim como a ilha de Juan Fernández, onde foi abandonado um marinheiro escocês que sobreviveu na ilha, que acabou por motivar a história de Daniel Defoe ”Robinson Crusoe”.

Quando se emigra, ou quando se sai do país durante algum tempo, o que nos vem à ideia é a comida: os sabores e as lembranças associadas aos sabores, seja a presença da família ou a piadola chanfrada de algum amigo.

Isabel fala-nos com algum detalhe de alguns pratos típicos chilenos: o manjar-branco ou doce de leite (parecido com o nosso arroz-doce, só que sem arroz), as empanadas (pastéis de carne e cebola), a cazuela (uma sopa de carne, milho, batata e legumes) e chupe de mariscos (um guisado aromático de mariscos). Quantos portugueses levaram na mala o famoso bacalhau, ou algum chouriço?

Houve um acontecimento que levou a autora a fazer as malas, de vez, do seu país de origem. Foi o Golpe Militar a 11 de setembro de 1973 liderando pelo general Augusto Pinochet. Foi um acontecimento de natureza política que fez mergulhar o país numa ditadura militar durante 17 anos. Isabel que era prima do anterior governante, Salvador Allende, teve de fugir para não ser perseguida ou sofrer represálias do governo. Mas como há males que vêm por bem ganhou a distância necessária para se tornar escritora, para se corresponder com o seu avô Agustín, o seu comparsa, com quem viveu na infância, e para encontrar aquele que viria a ser o seu companheiro na Califórnia: Willie.

O meu país inventado
de Isabel Allende



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Ninguém é insubstituível, verdade. Mas há pessoas que são inspiradoras e catalisadoras de mudança.

Há gente com a sua presença e com intervenções discretas consegue colocar as engrenagens a trabalhar. Estou a falar da Ana Rita Vieira e estou a chamar-lhe enzima e óleo. Talvez a palavra certa, responsável por estas mudanças, seja carisma deixando a físico-química à parte. E é assim que a nossa Rita é. Veio e conseguiu mudar coisas, criar outras e nada mais ficará igual a antes dela.

A paixão que põe nas coisas transparece e contagia os outros e faz-nos acreditar que é possível.

A Rita é muito nova, mas tem uma maturidade apreciável com laivos de irreverência de adolescente, que a tornam cativante. Nem tudo foram rosas para ela e também para nós, mas o saldo final é muito positivo. Aprendemos e ensinamos à Rita e conseguimos gravá-la nos nossos corações que é assim que se eternizam as pessoas. A Rita vai abraçar um novo projeto profissional e isso só demonstra a sua inquietude, a sua vontade de aprender, de inovar, de se superar.

Na Atlas os voluntários são o pilar e o grande ativo, mas quem os coordena e organiza tem o mérito de saber extrair deles o melhor.

A Ana Rita segue o seu caminho e sabe que poderá sempre voltar à sua casa, dado que há muito ganhou também o estatuto de amiga e voluntária.

Que o voo seja grande como a tuas asas e que saibas que poderás sempre pousar por cá na Atlas para retemperar forças e partilhar alegrias e conquistas.

Estarás por aí, ficaremos por cá.


Autora
Helena Vasconcelos
Presidente da Direção da Atlas – People Like Us



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No mês de Junho, voluntários e voluntárias estiveram em gravações para dois vídeos da ATLAS. Dois vídeos que têm como objetivo divulgar e promover o trabalho da organizaçao junto de parceiros, investidores sociais e de possíveis corações, que se queiram voluntariar.

O primeiro vídeo está pronto para partilhar!

Serão dois vídeos: um geral sobre a ATLAS , que pretende apelar ao voluntariado e um outro específico sobre o Projeto Velhos Amigos. O primeiro está pronto e revela-nos alguns rostos bem conhecidos da ATLAS. São só alguns, infelizmente o tempo do vídeo não nos permite que apareçam todos e todas.

Antes de irmos ao que interessa, o vídeo, dizer-vos que o próximo, sobre o projeto velhos amigos, deverá ficar pronto no mês de Setembro e por isso partilharemos na Newsletter do próximo mês.

Relembramos que os vídeos foram financiados pela Fidelidade Comunidade, na sequência de um prémio ganho em 2019. Mais informações sobre o prémio aqui.

Esperamos que gostem do resultado!

Agradecemos a vossa disponibilidade e entrega, sempre!




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Passou o São João e o São Pedro e faltou o nosso Arraial Atlas, cada ano mais aprimorado! O porco a assar no espeto, as sardinhas, a paelha, as sandes de leitão, o café da avó, os bolos, e ainda os arcos, as flores e as luzes que enfeitam os socalcos… O branco e o vermelho pontilham o jardim, são dezenas de voluntários juntos, cada um dando o seu melhor! 


É um ponto alto do trabalho voluntário, do convívio, da alegria do reencontro, de receber quem se estreia na Atlas.

Neste verão sinto falta dos Arraiais, das Festas Populares… As festas polvilham de cor um fim de semana por cada aldeia, quando alguma da gente que lá cresceu se junta para honrar o Santo Padroeiro e, assim, ter pretexto para estar em festa o dia inteiro! Cozinham-se petiscos do melhor, põe-se a tocar música que toda a gente canta e dança (nem que seja só “nessa noite de verão”) e o espírito rejuvenesce! A energia dos dias grandes e a brisa refrescante das noites de verão trazem o povo para a rua, “só mais dois dedos de conversa” e, quem sabe, um pezinho no bailarico.

Arraial Solidário 2019 da ATLAS People Like Us, Barreira (Leiria)

Nas festas populares perpetuam-se tradições e, assim, estamos em sintonia com as gerações que desbravaram antes de nós. As Festas dos Santos, por exemplo, são celebrações católicas que dão continuidade aos festejos pagãos do solstício de verão. Os festejos assinalavam o dia com mais horas de luz solar, tão importante para o amadurecimento dos frutos e cereais, celebrando a fertilidade da Terra, pois as colheitas surgiriam em breve. Estes rituais de fertilidade chegam aos nossos dias simbolicamente representados no manjerico, planta que os namorados oferecem, um ao outro, com versos de amor. [1]

Se neste verão ainda não podemos viver as Festas com toda a sua expressão, então, que façamos algo que nos mantenha ligados à tradição, cada um ao seu jeito (comprar um manjerico; confecionar o típico bolo em ferradura; escrever quadras aos Santos; cantar música de Arraial; etc.) As tradições mantêm-se pela ação de cada um de nós e são história de um povo que uma geração conta à seguinte.

Ó meu rico São João,
Temos saudades do Arraial

Enche-nos de esperança o coração,
E que no próximo ano haja um sem igual!


[1] https://www.visitportugal.com/pt-pt/no;


Autora
Sofia Carruço
Psicóloga e Voluntária na Atlas – People Like Us, em Leiria



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Unidos vencemos, separados caímos

Comentário de Celina Gameiro

Voluntária na Atlas, no projeto Velhos Amigos. Residente em S. Simão de Litém, concelho de Pombal.  Licenciada em Línguas e Literaturas modernas, variante de estudos franceses
e ingleses, pela FLUC. Ouvinte e observadora. 

Desta vez a leitura fez-me sair de Portugal e andar um pouco pelo mundo. Consegui-o através de Jhumpa Lahiri, uma escritora e contista com ascendência indiana, nascida em Londres e residente em Nova Iorque.

Do seu livro de contos “Intérprete de enfermidades”, o que mais me marcou foi o conto “Quando o senhor Pizarda vinha para jantar”. Gostei deste conto pela temática em si: do exílio, da imigração, dos refugiados, não da Síria ou do norte de África, mas do Paquistão. Mas gostei sobretudo do facto de o narrador ser uma criança.

Os olhos das crianças são sempre diferentes dos adultos
e não entendem as separações.

Para elas o mundo seria uma festa onde todos viveriam de mãos dadas. O senhor Pizarda era um professor assistente numa universidade, em Dacca, marido e pai de sete filhas. Foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo para viajar até Nova Iorque e investigar o tipo de folhagem de Nova Inglaterra. A bolsa não era lá muito avultada pelo que ele tinha de viver numa residência de estudantes. Os pais de Lília, oriundos da Índia, tinham conhecimentos de gente ligada à universidade e viram no senhor Pizarda uma forma de conviver com um compatriota. Para o senhor Pizarda era uma forma de ter um jantar agradável, de ver o noticiário e de ter notícias da sua terra e família.

À pequena Lília bastavam-lhe os rebuçados que ele trazia no bolso. Só isso já fazia a companhia do senhor Pizarda valer a pena. Houve uma noite em que o senhor não foi. O pai de Lília comunicou-lhe que ele já não era indiano. Que o país se dividira. Que ele pertencia à parte muçulmana. O pai explicou à pequena que durante esta divisão ambas as partes soltavam fogo à casa uns dos outros e que não concebiam sequer viverem na mesma região, quanto mais partilharem uma refeição.  A pequena não entendia esta divisão. Se as pessoas falavam a mesma língua, riam das mesmas piadolas, tinham hábitos semelhantes e até se pareciam uns com os outros porque haveriam de se maltratar e excluir? Na noite seguinte o senhor Pizarda voltou para jantar, apesar das diferenças, apesar dos acontecimentos, apesar de ser um refugiado paquistanês em casa de indianos. Mas foi bem recebido e mimou, como de costume, a miúda com doces. A pequena que nem sabia se ele se ofenderia se fosse tratado de indiano, acabou por ter o melhor exemplo da sua família: o saber acolher, o não preconceito, o saber discutir sobre temáticas e assuntos com respeito pela opinião do outro, que pode perfeitamente ser diferente da nossa. O senhor Pirzada acabou por ter de regressar a casa, a Dacca. Não voltou mais para jantar. Deixou um lugar vazio, mas muitas recordações e a pequena percebeu o que era sentir a falta de alguém, a saudade. Quando os relacionamentos são bons e há aceitação e amizade, quando a pessoa parte, fica a saudade.

Os pequenos gestos, até o simples levantar de um copo permanecem gravados na nossa mente e também no coração. Às vezes, é preciso fazer um grande esforço para aceitar e até perceber a forma de vida das outras pessoas que podem ser tão diferentes da nossa. Mas, na maior parte das vezes, vale a pena!

Intérprete de Enfermidade
de Jhumpa Lahiri



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A pandemia chegou já há mais de um ano e instalou-se uma avassaladora instabilidade em todas as áreas da nossa vida, incluindo nos relacionamentos.

Nos últimos tempos temos sido assoberbados de notícias como: “A quarentena pode fragilizar os casais”, “A quarentena prolongada faz disparar taxa de divórcios”, “Como salvar o meu casamento durante o tempo de pandemia?”… Mas afinal o que está a acontecer? Haverá alguma forma de contrariarmos essa tendência?

Ora vejamos… Anteriormente à pandemia, passávamos dias e dias “embrulhados na correria do dia-a-dia”, queríamos ter tempo para pensar em nós, queríamos ter tempo para pensar nos outros, queríamos ter tempo para parar um pouco e não conseguíamos. Entretanto, a nossa rotina sofreu grandes alterações com a chegada do tão (des)conhecido COVID-19. Foram mudanças que se fizeram sentir em casa, no trabalho, nos nossos relacionamentos interpessoais e entre tantos outros aspetos das nossas vidas.

Em muitos casos, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, a ter de conviver mais tempo com o seu parceiro, a ter de gerir o espaço em casa entre a presença quase constante dos filhos e o espaço para a intimidade como casal, entre outros desafios.

A presença constante de ambos os membros do casal, a ansiedade, a angústia, a preocupação, o medo do desconhecido, são tudo situações e sentimentos que podem interferir negativamente com o bem-estar do casal.

Durante este tempo, pode verificar-se uma maior predisposição para o aparecimento de conflitos e uma maior dificuldade em estabelecer momentos de maior intimidade.  No sentido de contrariar esta tendência e de fomentar a resiliência de ambos os membros do casal gostaria de deixar algumas dicas e reflexões:

  • Dê espaço ao seu parceiro! Mesmo dentro da mesma casa, é importante que ambos os membros do casal possam ter o seu próprio espaço, os seus momentos a sós… O sentimento de controlo e de “sufoco” só irá agravar os momentos de discussão que possam já existir e outros que nunca existiram e que começam agora a desencadear-se.


  • Não se esqueça de respirar fundo e parar para pensar antes de dar um par de berros, fazer acusações ou assumir uma postura agressiva. Questione-se primeiro interiormente: “Porque me estou a sentir assim?” e “O que eu gostava que fosse diferente?”.


  • A capacidade de tolerância e de autocontrolo são também imprescindíveis nesta fase. Evite os ataques pessoais, evite a escalada de tensão que não tem por onde “explodir” ou que se explodir pode levá-lo a um rumo que não era de todo o que pretendia, mas que não conseguiu controlar a tempo.


  • A capacidade de pedir desculpa é fundamental. Lembre-se, ninguém é perfeito, e tal como você também o seu parceiro está a lidar com uma fase nova de adaptação. Tentem encontrar o melhor projeto de adaptação juntos. Partilhem dúvidas, medos, receios, soluções, planos de vida a curto e a longo prazo …


  • A comunicação pode revelar-se a maior arma terapêutica para os casais durante o tempo de pandemia, tal como durante todos os tempos das nossas vidas. Os casais que já tenham dificuldades de comunicação, poderão nesta fase enfrentar um período ainda mais difícil. Se for o caso, não deixem que chegue a um ponto de não retorno, procurem ajuda especializada.


  • Não se esqueçam que há gestos tão simples como o toque, o abraço e o carinho que conseguem por si só, muitas vezes, “fazer verdadeiros milagres”.


  • Evitem passar horas agarrados às redes sociais; estipulem um horário a partir do qual é proibido agarrar no telemóvel.


  • Mantenham rotinas saudáveis, estipulem os dias para a prática de atividade física em conjunto, um dia por semana para o “o vosso momento romântico” e estabeleçam rituais de relaxamento e conexão.


  • Cuidem da vossa casa em conjunto e partilhem as tarefas domésticas, sendo flexíveis com as 1000 tarefas que possam surgir.

O tempo passado em quarentena tende a intensificar as emoções. Não se esqueça, o segredo de um bom relacionamento tende a estar no equilíbrio. Reinvente a sua forma de amar e de perdoar, encontre um novo equilíbrio, vença novos desafios e descubra momentos únicos que o seu relacionamento ainda tem para lhe proporcionar.


Autora
Catarina Fortunato
Tem 29 anos e é natural da Maceira, com fortes laços familiares com a Marinha Grande. 
É Mestre em Medicina, Catarina é Médica Interna de Medicina Geral e Familiar em Aveiro, dispondo de dupla especialização de Sexologia e Terapia de Casal.



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Durante a queda aprendi a voar

Comentário de Fernanda Castela
Voluntária do Atlas desde a sua fundação. Adora ler, jardinar e música clássica. Colaboradora na Faculdade de Medicina da UC. Tem 62 anos, casada, 2 filhos, 4 netos e vive em Cernache.

A minha sugestão de leitura vai para um livro que li há uns tempos e que me ficou na memória pela simplicidade como está escrito e pela forma como o autor trata do tema depressão, com tanta leveza, sem sequer fazer drama disso.

Quando começamos a ler, achamos que é uma historia de amor e efetivamente é, mas à medida que vamos avançando na leitura verificamos que se trata de amor das várias formas de existir: paternal, filial, amor ao próximo e principalmente na entrega ao outro.

É na dedicação incondicional do pai e na reciprocidade do amor filial que este livro nos mostra que por amor se consegue ultrapassar tantos obstáculos.

É também da dedicação e na cumplicidade entre irmãos e como um irmão se anula para se dedicar ao outro, tanto fazendo-se passar por jovem rapazinho, ou se transformando em adulto e lhe dá ordens como de um pai se tratasse. Ao mesmo tempo é aflitivo ver a quantidade de “sombras” que o nosso cérebro consegue criar, como podemos e devemos tratar.

No livro em causa foi uma depressão muito bem acompanhada tanto profissional como familiar. E não deveria ser assim na ficção e na vida real?
Mas é igualmente bom de ler, a parte em que mais uma vez o autor nos leva a pensar o quanto nos faz bem a entrega ao outro e a maioria das vezes, é muito mais o que recebemos do que temos que dar.

O facto de tentarmos perceber as dificuldades dos que nos rodeiam, faz-nos pensar que lhe devíamos dar muito mais valor. Foi o que aconteceu também com o Duarte que ao ajudar alguém que nem sequer conhecia recebeu o seu sorriso, algo que já estava esquecido.

Este raciocínio leva-me a pensar nos nossos “Velhos Amigos”.

Muitas vezes quando vou visitar, penso se seria capaz de estar há um ano fechada entre quatro paredes, como se costuma dizer, entregue simplesmente a uma televisão e às pessoas que pontualmente os visitam. E, no entanto, lá estão eles com um sorriso à nossa espera ficando felizes com tão pouco. É tão fácil fazê-los felizes.

Mas voltando ao livro e como o melhor vem sempre no fim, foi exatamente o final que me surpreendeu.

O livro que acabo de descrever trata-se de “Durante a queda aprendi a voar” de Raul Minh’Alma

Durante a queda aprendi a voar
Raul Minh’Alma



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e ajude-nos a apoiar idosos em situação de isolamento

​Sabia que ao preencher a sua declaração de IRS pode doar 0,5% do seu imposto a uma organização social, sem receber menos e sem pagar mais?

Basta uma cruz no quadro 3 do campo 11, quando estiver a preencher o seu IRS e colocar o nosso NIF – 508 425 913, como aparece no esquema abaixo.

Dúvidas e Respostas

posso escolher o destino da minha consignação?

A lei portuguesa permite que todos os contribuintes possam doar 0,5% do seu IRS já liquidado a Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública, entre as quais a ATLAS – People Like Us.


porque devo escolher a ATLAS – People Like Us?

Porque ao apoiar a missão da ATLAS – People Like Us, está a contribuir para a que consigamos fazer crescer o Projeto Velhos Amigos e apoiar mais idosos em situação de isolamento e carência económica.


atribuir 0,5% do meu IRS à ATLAS tem custos?

Consignar 0,5% do seu IRS à ATLAS – People Like Us não tem qualquer custo para si. Ao fazê-lo, está a canalizar parte dos seus impostos (que de outra forma ficariam para o Estado) para a instituição.


quando posso preencher o meu IRS e fazer a consignação de 0,5% do meu IRS à ATLAS?

Em 2021, o prazo de entrega da declaração de rendimentos decorre entre: 1 de Abril a 30 de Junho, independentemente do tipo de rendimentos recebidos.


Obrigada por apoiar a nossa missão!



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A inauguração aconteceu no dia 28 de junho, e contou com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho.


Desde 2019 a ATLAS tem participado ativamente nas atividades da incubadora IDDNET. Ainda em 2019 marcámos presença no 1º Bootcamp em Empreendedorismo Social, realizado em Leiria. Este Bootcamp, promovido pela IDDNET, contou com a organização do IES – Social Business School e com o investimento social do IPLeiria.

Em 2020 a incubadora IDDNET anunciou a fusão com a aceleradora StartUp Leiria. As duas entidades são agora uma só com a designação de StartUp Leiria.

Pode ser uma imagem de 4 pessoas e pessoas sorrindo
Certificados de 1º Prémio do Bootcamp em Empreendedorismo Social, promovido pela IDDNET – Startup Leiria

Atualmente a ATLAS recebe apoio da Startup Leiria no desenvolvimento de um projeto de inovação social que pretende vir a integrar idosos artesãos na comunidade através de um trabalho colaborativo com jovens designers.

A colaboração com a Startup Leiria tem permitido reforçar as competências da equipa técnica no âmbito da inovação social, desenvolvimento de planos de negócio assim como medição de impacto social. Ainda em 2019 a incubadora fez a revisão da candidatura do Projetos Velhos Amigos ao financiamento Parcerias para o Impacto, promovido pelo Portugal Inovação Social. Com candidatura ganha e já em execução, no dia 28 tivemos a oportunidade de apresentar o projeto.

Apresentação do Projeto Velhos Amigos, dinamizado pela ATLAS People Like Us na Inauguração Startup de Inovação Social de Leiria.


“Temos de ter uma nova inspiração para diferentes respostas sociais que não deixem ninguém para trás, desprotegido ou fora da comunidade. Precisamos de cérebros dedicados à inovação social”, afirmou a ministra Ana Mendes Godinho.


O projeto Velhos Amigos permite o acompanhamento de idosos em situação de isolamento social e carência económica. Alinhado com as necessidades sociais assim como com as políticas nacionais o projeto promove a cidadania ativa e a responsabilidade social. Com a aprovação da candidatura (Parcerias para o Impacto), em 2020, é mantida a génese do projeto Velhos Amigos com a mobilização da sociedade Civil e a entrega de refeições e é permitida uma acrescida monitorização e acompanhamento do bem-estar e qualidade de vida dos idosos apoiados dos municípios de Pombal, Leiria, Marinha Grande e Batalha.

Beneficiária de Pombal em contacto com uma voluntária da ATLAS – People Like Us

Saber mais sobre o projeto.



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