ATLAS People Like Us

A ATLAS tem como Missão intervir na comunidade, de modo a criar alavancas de Desenvolvimento Humano Integrado e Sustentável, através da promoção do voluntariado e da cooperação.

Minhas amigas e meus amigos, caríssimos voluntários,

Costuma dizer-se Feliz Natal e Bom Ano Novo. Desejamo-lo sinceramente aos nossos familiares e nossos amigos, a toda a gente na verdade. Ninguém duvida disso. No entanto, quantos lutam por isso? Pela renovação que o Natal anuncia e a oportunidade que o Ano Novo traz? Barack Obama recorria frequentemente a uma frase muito clara: “Where you put your mouth you put your money” o que é o mesmo que dizer, compromissos são para cumprir! O ATLAS tem honrado os seus compromissos porque acredita que a confiança é o elemento agregador em qualquer sociedade e dar àqueles que já tiveram e já deram mas agora pouco têm e nada podem dar em troca, é um acto de altruísmo genuíno que constrói cada um de nós e enche a sociedade de orgulho ao ver cuidar de quem cuidou.

Ver fragilidade e tristeza nos corpos e no rosto de quem já teve vigor e alegria é algo que o ATLAS não aceitou nem aceitará nunca.

O estado actual que a Covid 19 nos trouxe é a prova disso. Nunca parámos e tornou-se muito mais evidente a importância da simples visita que cada um de nós faz, da palavra que deixa ou do sorriso que descuidadamente transborda quando a pretexto de levar uma refeição na realidade levamos uma taça de Esperança. Afinal não fomos esquecidos, pensam eles! Este gesto de solidariedade ao levar Confiança e Esperança, em que a pessoa, objecto da nossa atenção é celebrada simbolicamente com uma pequena porção de comida, reflecte-se e devolve a vida a quem faz o gesto. Essa alegria que sem ser esfusiante, ruidosa, brilhante ou açambarcadora, é aquela que nos faz sentir bem, que nos faz sentir realizados, que nos preenche trazendo bem-estar e Paz. Porque recebemos muito mais do que damos. Porque, na realidade, aquela pessoa frágil e só, acabou de nos mostrar que podemos acreditar mais em nós próprios. Uma sociedade que sente e que age é uma sociedade viva. 

“O homem que age não sofre.”

TS Elliot

Um Ano Novo cheio de Felicidades e de Paz.


RAQUEL PINA

Vice-Presidente da Direção
ATLAS – People Like Us



POR PESSOAS COMO NÓS, JUNTA-TE À NOSSA CAUSA.



Estamos a terminar o ano 2020 e a única forma de nos encontrarmos  para a despedida deste ano tão único e tão atípico é via ZOOM.                                                   

Nesta ocasião quero, em nome da Direção da ATLAS, agradecer a todos os voluntários da Atlas, à equipa técnica da Atlas e às coordenadoras. A todos, que Nunca deixaram de estar presentes nas ações de beneficência que a Atlas vem desenvolvendo, agradeço a forma dedicada e empenhada, o sentido de compromisso e o profissionalismo com que todos participaram ao longo deste ano marcado pelas máscaras, pelo distanciamento, e também pelo medo e pela solidão.


Houve muitos momentos de grande intensidade: o Estado de Emergência, os avanços da pandemia, as dúvidas sobre os melhores gestos para melhor proteger os mais fragilizados.

Soubemos partilhar dúvidas, mitigar medos, e continuar em frente.

Foi sempre um trabalho de equipa, de uma equipa muito competente e responsável focada na colaboração entre voluntários e com os parceiros.

Foi um ano particularmente pujante para os projetos do ATLAS graças ao trabalho árduo das técnicas do Atlas. E é a elas: À Ana Rita, à Rita , à Claudia e à Leonor que eu, em meu nome e em nome da Direção quero agradecer em particular. A sorte não é um acaso. Dá trabalho. E com esta equipa o Atlas cresceu e podemos mesmo dizer que o Atlas vive um momento único com os projetos em curso e prémios que nos obrigam a compromissos. Destaco os projetos que estão em curso:

  • Troféu Português do Voluntariado|2020, na categoria geral, promovido pela Confederação Portuguesa do Voluntariado ficámos com o compromisso acrescido de promover e divulgar o voluntariado, bem como o de divulgar as boas práticas de voluntariado,
  • Projeto financiado pelo Portugal 2020 que traz soluções de monitorização para promover a segurança, a saúde e o bem-estar dos idosos, com os dispositivos de georreferenciação, e os tablets que permitirão desenvolver actividades de estimulação cognitiva e manter uma rede de contactos
  • O Projeto Amigos em Casa, uma candidatura ganha do Programa VINCI para a Cidadania em que conseguimos verbas para o melhoramento das condições de habitabilidade das casas dos(as) idosos(as), contribuindo para um aumento do seu bem-estar, conforto e segurança.
  • Candidatura da Fidelidade que está no terreno a trabalhar o merchandising da Atlas que já é visível com a newsletter, o novo site, a loja virtual do ATLAS

Estes projetos estão no terreno também graças às coordenadoras do Atlas: Raquel, Ana Paula, Isabel, Dora e Sílvia, dedicadas e ativas na prossecução do bem-estar dos idosos e das famílias que o ATLAS apoia. E não vingarão sem os voluntários.

Fizemos 12 anos e não fizemos festa.

Não houve arraial, não houve gala com os parceiros, não houve festas do Bodo, nem as festas da Cidade na MG, nem Feira de Leiria. Não houve chá das 5 nem Aldeia Solidária no Natal. Não houve janeiras, nem almoço de natal! Mas houve voluntários que colocaram mãos à obra quando os restaurantes fecharam, e que estiveram sempre presentes quando mais necessário.

Na luta contra a pandemia que nos isola, na luta contra a solidão, o Atlas (para todos os seus projectos) precisa de todos.

Obrigada a todos, voluntários, coordenadoras e técnicas.

SOMOS UMA EQUIPA que acredita nos valores da Atlas: Cooperação, Compromisso, Criatividade, Solidariedade e Transparência. E somos uma equipa que está a crescer. O que semeámos em 2020 assegura-nos que vamos ter um ano 2021 repleto de boas colheitas.

Feliz 2021!


IRENE PRIMITIVO

Secretária da Direção
ATLAS – People Like Us



POR PESSOAS COMO NÓS, JUNTA-TE À NOSSA CAUSA.



O início

Os inícios, cheios de energia, alicerçados na iniciativa, engrandecidos pelo entusiasmo e envolvidos pela oportunidade de partilha. Todos gostamos da magia do início.

A Atlas tem-me permitido sentir esta magia nas mais diversas situações, o início do contacto com o voluntariado, o início do trabalho com uma equipa fantástica, o início da partilha desta experiência tão enriquecedora e agora, o início do Projeto Velhos Amigos em Alcobaça.

Aceitei o desafio de ser voluntária coordenadora em Alcobaça porque acredito no conceito de uma Sociedade para todos, assente num compromisso com os outros e connosco mesmos.

Acredito na nossa construção permanente enquanto Pessoas e, por isso, acredito na Atlas.

Velhos Amigos em Alcobaça

A vontade que a Atlas tem de crescer, contribuindo para o desenvolvimento de mais Pessoas, aliada à criação da “Academia de Voluntários” pelo Centro Recreativo e Popular (CRP Ribafria), criou as condições ideais para o alargamento do Projeto Velhos Amigos para esta região. Esta “Academia de Voluntários” surgiu no meio desportivo com o intuito de enriquecer o processo de formação dos atletas, complementando os ensinamentos desportivos e proporcionando uma compreensão mais aprofundada dos valores Humanos, desta forma, atletas a partir dos 12 anos e pais foram convidados a participar em atividades de voluntariado. A adesão foi imediata.

Todos sabemos o papel fundamental que a equipa de voluntários desempenha neste projeto, desta forma foi necessário começar a formar os voluntários e permitir-lhes o contacto com esta nova realidade. Iniciamos também a construção da rede de Restaurantes Solidários onde encontramos empresas fragilizadas pela situação económica que esta realidade pandémica lhes trouxe. Ainda assim, conseguimos parcerias com Pessoas cheias de vontade de melhorar a vida de alguém.

Apesar da pandemia e da dificuldade acrescida que nos trouxe no que toca ao estabelecimento de contactos e, consequentemente, na identificação de Beneficiários, no início de Dezembro começamos a entrega de refeições no terreno. Sabemos que ao iniciarmos este projeto numa nova região em plena pandemia, temos de ser mais exigentes, temos de ultrapassar, mantendo alguma distância, medos e inseguranças dos Beneficiários que seriam mais facilmente atenuados com um abraço, no entanto sabemos que chegará esse momento e até lá, tudo faremos para assegurar a nossa presença.

Queremos crescer com a partilha de experiências e visões dos nossos Voluntários, com as aprendizagens que os nossos Beneficiários nos permitem, com o apoio e a disponibilidade da Equipa da Atlas, com a generosidade e confiança dos Restaurantes Solidários e das Empresas parceiras.

Queremos acreditar em inícios sustentados por Pessoas que fazem valer a pena, em inícios que incentivem a intergeracionalidade, em inícios que mudam vidas, a começar pela vida de cada um de nós.

Todos os dias são um início e só posso desejar que consigamos sentir a magia dos inícios em cada ação que desempenhamos como voluntários, para que nunca nos falte o entusiasmo, a coragem e a alegria para tornarmos o mundo de alguém melhor!


SÍLVIA MARQUÊS

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos em Alcobaça



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As ruas onde diariamente passamos, escondem realidades inimagináveis.

Atrás das paredes existem pedaços de desumanidade incalculáveis, tantas vezes descobertos pelos(as) voluntários(as) do Velhos Amigos. Tendo conhecimento dessas realidades escondidas, somos impulsionados a intervir, apoiando na debelação das necessidades sentidas pelos(as) idosos(as) que nas casas se refugiam.

É, em subordinação a este mote, que a ATLAS submeteu uma candidatura à segunda edição do Programa VINCI para a Cidadania propondo, no eixo de “Inclusão pela Habitação”, o Projeto Amigos em Casa. A premissa é sustentada pelo melhoramento das condições de habitabilidade das casas dos(as) idosos(as), contribuindo para um aumento do seu bem-estar, conforto e segurança. Pretendemos, com este Projeto, dar resposta às necessidades habitacionais dos nossos Velhos Amigos, respondendo às situações de precariedade e às carências habitacionais por eles sentidas.

Neste seguimento, é, com toda a motivação e entusiasmo, que a ATLAS, com o Projeto Amigos em Casa, foi uma das catorze contempladas com o apoio disponibilizado pelo Programa VINCI para a Cidadania. O Projeto foi um dos selecionados de entre os 65 projetos candidatos a esta segunda edição do suprarreferido Programa.

O Projeto Amigos em Casa objetiva a recuperação dos espaços habitacionais degradados ou inacabados de idosos(as) que vivem em isolamento social e vulnerabilidade económica.

Vamos, numa primeira fase e com o apadrinhamento da VINCI, reabilitar espaços habitacionais requerentes de intervenção urgente, através do equipamento com mobiliário e eletrodomésticos, de ações de limpeza e desinfestação e de ações de reconstrução (pintura, canalização, eletricidade, pintura, pavimentação) e remoção das barreiras arquitetónicas.

Pretendem-se casas amigas dos idosos, funcionais e seguras, que concedam melhores condições de habitabilidade, de molde a adiar a residencialização em Estruturas Residenciais para Idosos e a favorecer um ambiente doméstico mais favorável ao envelhecimento.

De molde a asseverar a sustentabilidade do Projeto (e porque se pretende uma resposta continuada), a ATLAS trabalhará a mobilização da sociedade civil e entidades públicas e privadas, com vista a que, a longo prazo, continue a ser possível dar respostas às necessidades das habitações dos(as) idosos(as).

Programa VINCI Para a Cidadania | LinkedIn
Mais informações sobre o prémio  aqui

RITA PRATAS

Assistente Social na
ATLAS – People Like Us



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No dia em que se celebra internacionalmente o Voluntariado, 5 de dezembro, a ATLAS-People Like Us foi distinguida com o Troféu Português do Voluntariado|2020, na categoria geral, promovido pela Confederação Portuguesa do Voluntariado.

No dia em que se celebra internacionalmente o Voluntariado, 5 de dezembro, a ATLAS-People Like Us foi distinguida com o Troféu Português do Voluntariado|2020, na categoria geral, promovido pela Confederação Portuguesa do Voluntariado.

Os/As voluntários/as da ATLAS foram congratulados com o referido prémio, numa iniciativa que assenta numa trilogia de objetivos, os quais:

  • Promover o voluntariado como exercício de cidadania ativa, de solidariedade e de dádiva na construção do bem comum;
  • Valorizar o voluntariado que contribua para a melhoria das condições de vida nas comunidades;
  • Divulgar boas práticas de voluntariado para potenciar a sua replicação e/ou a realização de novos projetos de voluntariado.

Da candidatura edificada pela ATLAS, no âmbito deste reconhecimento, partilhamos convosco um excerto, sequentemente apresentado, que consideramos ilustrar a incansabilidade dos/as voluntários/as que corporificam o Projeto Velhos Amigos.

Com o voluntariado, no âmbito deste projeto, são muitas as histórias cruzadas, são múltiplos os episódios que descrevem relações de amizades improváveis. De pessoas que fazem a diferença na vida de outras.

Começam como voluntários(as) mas rapidamente se tornam amigos(as). São incansáveis na dedicação que colocam no projeto e têm sido inigualáveis nos efeitos que têm instigado nos(as) idosos(as) acompanhados. Das cartas lidas aos passeios no jardim, dos telefonemas às ações de limpeza habitacional, do asseverar da jardinagem do pátio ao levar a jantar fora.

Os nomes são muitos. Impossíveis escrever numa página A4. Têm feito a diferença no dia a dia dos(as) beneficiários(as) do projeto e a refeição é só o pretexto para fazer parte das suas vidas e proporcionar momentos que pensavam não voltar a viver.

Do sentido de compromisso à responsabilidade. Sabem que são a última esperança nos últimos tempos de vida destes(as) idosos(as) e querem fazê-los crer que ainda têm experiências para viver.

Assim são os(as) voluntários(as) do Velhos Amigos.”

Este prémio é de todos/as vós: os que semana após semana se deslocam em viatura própria para entregar sorrisos, preocupação e afetos aos idosos; os que todos os sábados, ininterruptamente, doam refeições nutritivas aos nossos velhos amigos; as empresas e demais parceiros que instigam ao voluntariado e responsabilidade social, apoiando na superação das necessidades sentidas pelos beneficiários do Projeto; às nossas coordenadoras dedicadas e ativas na prossecução do bem-estar dos idosos e no asseverar do sucesso da dinâmica do Projeto.

Um bem-haja!



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Aproxima-se o Natal, momento de reencontro da família, do convívio, de gastronomia também e de alguns exageros nutricionais. Neste ano atípico, de confinamento, muitos de nós não irão viajar para os lugares habituais nesta quadra, o que, não retira a importância do momento ou a oportunidade de fazermos os mesmos almoços e jantares bem recheados de iguarias como o Bacalhau da Consoada, as Filhoses, o Arroz Doce, entre muitos outros.

É normal que ocorram alguns exageros alimentares e consequentemente nutricionais, levando a algum mau estar gástrico e o normal aumento de peso quando ingerimos muito mais calorias do que aquelas que necessitamos. Deixo algumas dicas para melhor passar esta quadra no que diz respeito à alimentação e nutrição: comece as refeições com uma sopa; inclua sempre verduras nas refeições principais; faça uma travessa de salada colorida e coloque sobre a mesa; faça uma salada de frutas frescas; beba muita água (um jarro bonito de água com ervas aromáticas no meio da mesa durante a refeição ajuda); faça caminhadas em família ou não descure a prática de exercício físico; não fique longas horas sentado à mesa ou no sofá; prefira os produtos locais e nacionais quando fizer as suas compras de Natal; na hora dos doces dê preferência aos frutos secos e não retire uma dose de todos, antes uma pequena colher; não exagere no consumo de álcool, faça cozinhados simples e prefira os produtos da época.


Bacalhau da Família

  1. Postas de bacalhau demolhado;
  2. Ervas e especiarias: sal, salsa, coentros, louro, tomilho, manjericão, sementes de coentros, pimenta preta, pimenta rosa, cravinho, noz moscada, canela hortelã, alho francês laminado finamente, fatias de presunto;
  3. Couves de corte cortadas e prontas a cozer;
  4. Batata e cenoura prontas a cozer;
  5. Azeite ainda fresco do lagar, vinagre de vinho tinto;
  6. Folhas de papel alumínio e cordel de cozinha ou mesmo ráfia;
  7. Bloco de notas e caneta.


Preparação: Comece por preparar todos os ingredientes e coloque sobre uma bancada na cozinha. Chame todos os seus convidados com uma hora de antecedência. Lance o desafio: cada um escolhe um familiar ou amigo para quem vai temperar a posta de bacalhau com os ingredientes disponíveis e escrever uma mensagem. Depois, cada um tempera a posta de bacalhau do seu par dentro de uma folha de alumínio, fecha e coloca no entremeio da folha de alumínio uma mensagem para o seu par, ata com a guita de cozinha ou ráfia e coloca um sinal de forma a saber para quem é. Reserve o bacalhau. Aqueça a água para cozer as couves, a batata e a cenoura. Aqueça o forno a 190º. Coza as verduras e coloque o bacalhau num tabuleiro ou grelha do forno por cerca de 20 minutos. Leve tudo para a mesa de Natal, cada um retira o seu bacalhau e lê em voz alta a mensagem que lhe foi endereçada. Pode sempre substituir a batata comum por batata doce, ou a couve por nabiças ou grelos. Divirtam-se em família, que o Natal é alegria!

Bons cozinhados, e Feliz Natal!


Rui Lopes

Voluntário na ATLAS – People Like Us
Nutricionista e Chef



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O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado anualmente a 10 de dezembro, a data em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. A Declaração é um documento importante que proclama os direitos inalienáveis das pessoas independentemente da sua raça, cor, religião, do sexo, idioma, da opinião política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, do nascimento ou de outro estatuto.

O envelhecimento da população exigiu – e continua a exigir – uma adequada reflexão por parte de famílias, governantes e sociedade em geral e, colmatou em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos do Homem a incluir no seu artigo 25.º a primeira referência aos direitos das pessoas idosas:

“Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.”

Universal Declaration of Human Rights

A proteção e a garantia do direito das pessoas idosas a uma vida com dignidade estão consagradas na Constituição da República, mas também na Declaração Universal dos Direitos Humanos, art.º 1.º e art.º 25.º e no recomendado pelos Princípios das Nações Unidas.

1. Direito à Participação

Independentemente da idade, qualquer indivíduo deve ter a possibilidade de:

  • Participar activamente na formulação e implementação de políticas que afetam diretamente o seu bem-estar e transmitir aos mais jovens conhecimentos e habilidades;
  • Aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando como voluntário, de acordo com seus interesses e capacidades;
  • Poder formar movimentos ou associações de idosos.

2. Direito à Saúde

Todos, incluindo os idosos, têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. O direito à proteção da saúde é realizado:

  • Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
  • Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a proteção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Direito à Auto-realização

A auto-realização assume, nesta fase da vida, um papel importante, por isso considerou-se igualmente importante consagrar o direito à realização das suas próprias capacidades ou habilidades através de:

  • Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades;
  • Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade.

4. Direito à Dignidade

Em primeiro lugar, todos os direitos dos idosos devem ter, na sua essência, o respeito pela dignidade humana. Deve haver uma consciencialização e esforço com o objetivo de:

  • Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais;
  • Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros fatores.

5. Direito à Informação

O direito à informação aplica-se o mesmo que à população em geral:

  • Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações;
  • O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

6. Direito à Alimentação

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual Portugal subscreveu, consagra, no seu artigo 25º, o direito humano à alimentação . Assim sendo, a pessoa idosa tem direito a receber pensão de alimentos dos filhos ou outros descendentes desde que não possuam meios próprios de se sustentar.

7. Direitos na Justiça

O sistema de acesso ao direito e aos tribunais destina-se a assegurar que a ninguém seja dificultado ou impedido, em razão da sua condição social ou cultural, ou por insuficiência de meios económicos, o conhecimento, o exercício ou a defesa dos seus direitos.

8. Direitos Sociais

Existem em Portugal um conjunto de direitos sociais atribuídos aos idosos em situações específicas, mas em termos gerais e, segundo a Constituição da República:

  • Todos têm direito à segurança social.
  • Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado, com a participação das associações sindicais, de outras organizações representativas dos trabalhadores e de associações representativas dos demais beneficiários.
  • O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.
  • Todo o tempo de trabalho contribui, nos termos da lei, para o cálculo das pensões de velhice e invalidez, independentemente do setor de atividade em que tiver sido prestado.
  • O Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a atividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem caráter lucrativo, com vista à prossecução de objetivos de solidariedade social consignados, nomeadamente, neste artigo, na alínea b) do n.º 2 do artigo 67.º, no artigo 69.º, na alínea e) do n.º 1 do artigo 70.º e nos artigos 71.º e 72.º.

9. Direito à Independência

Nos direitos dos idosos está também o direito à independência que segundo os Princípios das Nações Unidas têm direito a:

  • Ter acesso à alimentação, à água, à habitação, ao vestuário, à saúde, a apoio familiar e comunitário;
  • Ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de rendimentos;
  • Poder determinar em que momento se deve afastar do mercado de trabalho;
  • Ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e requalificação profissional;
  • Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de mudanças;
  • Poder viver em sua casa pelo tempo que for viável.

10. Direito ao Trabalho

No que respeita ao trabalho a pessoa idosa tem o direito de:

  • Exercer a atividade profissional, respeitando as suas condições físicas, intelectuais e psíquicas;
  • Direito à retribuição, direito à prestação;
  • Trabalhar em condições de higiene e segurança.

11. Direito à Assistência

Segundo a Resolução 46/91 Aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 16 de dezembro de 1991, as pessoas idosas têm o direito a:

  • Beneficiar da assistência e protecção da família e da comunidade, de acordo com os seus valores culturais;
  • Ter acesso à assistência médica para manter ou adquirir o bem-estar físico, mental e emocional, prevenindo a incidência de doenças;
  • Ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcionem proteção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento social, num ambiente humano e seguro;
  • Ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, proteção e assistência;
  • Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na sua dignidade, crença e intimidade;
  • Deve desfrutar ainda do direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua vida.

Sugerimos ainda a consulta da Publicação “Queremos falar-lhe dos Direitos das Pessoas Idosas” editada pelo Instituto de Segurança Social.



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“Vivemos todos, neste mundo, a bordo
de um navio saído de um porto que desconhecemos para um
porto que ignoramos; devemos ter uns para os outros, uma
amabilidade de viagem”

Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

Ao longo do processo de envelhecimento é comum os nossos mais velhos depararem-se com algumas dificuldades. Tarefas que eram realizadas com facilidade passam a ser mais complicadas, por exemplo a visão e mobilidade podem ser afetadas, aumentando o risco de queda, e frequentemente surgem problemas de saúde.

Envelhecer pode trazer alguns desafios e para ultrapassá-los ter uma rede de proximidade de familiares, amigos, vizinhos, voluntários e outros heróis (des)conhecidos faz a diferença!

Cuidar de uma pessoa é uma tarefa nobre e exigente, que muitas vezes desafia a conciliação pessoal e que traz também desafios aos próprios cuidadores.

Por mais avanços tecnológicos que existam nada substitui a nossa “presença” mas o uso das tecnologias pode efetivamente ajudar, mesmo que à distância, sendo certo que um cuidador nunca pode ser substituído por máquinas/tecnologia.

Uma das grandes preocupações dos cuidadores são os vários períodos que os nossos mais velhos estão sozinhos. Frequentemente questionam-se se em caso de SOS ou de queda será possível auxiliá-los ou se conseguem voltar a casa quando já existem episódios de deambulação. Uma solução que permita a localização GPS e a comunicação permite por exemplo comunicar com o sénior sempre que necessário, manter o sénior “sempre acompanhado” e dar mais confiança, tranquilidade e qualidade de vida a ambos.

Na ATLAS há essa solução porque cuidar é um desafio permanente, mas pode ser facilitado! Conheça a nossa intervenção com tecnologia


Vanessa Baeta

Business developer na INTELLICARE.

Acredita que todos podemos fazer a diferença para um mundo melhor.  



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Breve reflexão de uma voluntária

O nosso envelhecimento não depende somente da nossa herança genética, mas também do nosso nível de escolaridade, do(s) local(ais) onde vivemos e ainda do “género que nos coube em sorte”.

Ser homem ou ser mulher significa ter papéis diferentes na sociedade, ser educado de forma desigual, ter oportunidades diferentes na vida. E significa também que o processo de envelhecimento no masculino e no feminino são vividos de formas diferentes.

Para identificarmos as disparidades entres homens e mulheres, de modo a nos abrir caminho a uma maior compreensão e consciencialização acerca da igualdade de género, a ATLAS promoveu o “Encontro ao Serão” dedicado ao tema “Questões de Género e o Envelhecimento”, no passado dia 10 de novembro, via ZOOM.

Foi oradora convidada a Professora Doutora Cristina Vieira, licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e docente desta Faculdade desde 1992, sendo ainda Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres.

O apelo geral deixado pela preletora aos voluntários e amigos do ATLAS que participaram neste Encontro ao Serão foi o de que é necessário exercermos o nosso papel enquanto cidadãs e cidadãos, sendo neste sentido que foi elaborada a Estratégia Nacional da Educação para a Cidadania, tendo a Professora Cristina Vieira feito parte do grupo de trabalho.

“Educar os jovens para que possam ser livres nas escolhas que façam”

assim referido pela preletora, não é um desiderato menor da formação das crianças e jovens. Se no futuro queremos adultos e adultas com uma conduta cívica que privilegie a igualdade nas relações interpessoais, a integração da diferença, o respeito pelo outro, é na sala de aula que tem de ser ensinado isto. Neste sentido, apraz ao ATLAS regozijar-se com o seu papel que tem vindo a desenvolver com o MEXE-TE.

Não há nenhuma sociedade no mundo em que a igualdade de género seja completamente conseguida. E, por isso, necessitamos de continuar mobilizados para promover a igualdade de género, mais a mais, num mundo que envelhece. Isto mesmo é referido na Carta de Género e Envelhecimento adotada em 2014, uma iniciativa do Centro Internacional de Longevidade Brasil. Também, a nível europeu, o Instituto Europeu da Igualdade de Género trabalha para que a igualdade de tratamento entre homens e mulheres seja uma realidade do nosso quotidiano.

“Quando a igualdade de géneros é realmente aceite, as aptidões, experiências e recursos de mulheres e homens de todas as idades serão reconhecidos como um património intrínseco de uma sociedade plenamente coesa, enriquecedora, produtiva e sustentável”.

Urge promover a igualdade de género num mundo que envelhece.

Bibliografia:

  • Carta de Género e Envelhecimento do Centro Internacional de Longevidade Brasil
  • Site do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE)

Irene Constantino

Voluntária da ATLAS – People Like Us



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Velhos Amigos na Marinha Grande

Sou, desde há 7 anos, voluntária numa organização de solidariedade denominada Atlas. Há 4 anos fui convidada a coordenar um dos projectos desta associação – o Velhos Amigos. É nesta qualidade que passo a enumerar sucintamente as linhas de atuação desta ONG na cidade onde vivo.

A ATLAS é uma organização não-governamental para o desenvolvimento, que tem como missão intervir em sectores-chave da sociedade, de modo a criar, junto das comunidades locais, alavancas de Desenvolvimento Humano Integrado e Sustentável.

Na Marinha Grande, a Atlas desenvolve, desde Julho de 2016, um projeto de Intervenção Cívica e de Desenvolvimento Local – o Projeto Velhos Amigos, que apoia idosos nas suas casas, em situação de carência e/ou isolamento. Um projeto de Voluntariado Profissional que leva refeições quentes, afetos e companhia a idosos da cidade, todos os fins-de-semana do ano.

Na Marinha Grande, são cerca de 100 voluntários/os comprometidos com este projecto, apoiando 22 beneficiários/as e envolvendo cerca de 23 restaurantes solidários.

Na Marinha Grande, temos marcado presença nas Festas da Cidade assim como nas tendinhas de Natal, conseguindo dessa forma dar visibilidade à Associação, permitindo aos voluntários apresentar à população o Projecto Velhos Amigos e trazer novos amigos para a ATLAS.

Além do projeto de Intervenção Cívica e Desenvolvimento Local, a ATLAS desenvolve também nesta cidade, o Projeto Escolas Solidárias que presta apoio a crianças e famílias carenciadas através da doação de cabazes constituídos por produtos alimentares e de higiene. Também o número de cabazes tem vindo a aumentar significativamente.

Neste tempo de pandemia, a Atlas, como tantas outras associações solidárias, tem-se desdobrado em apoios às famílias que atravessam provavelmente o tempo mais difícil das suas vidas.

 Durante o confinamento, numa conjugação de esforços, através da ajuda solicitada à Câmara Municipal da Marinha Grande, aos lares da Santa Casa da Misericórdia, Vergieiras e Outeirinhos à Associação Social Desportiva e Cultural de Casal Galego, a que se juntaram seis restaurantes solidários da nossa cidade, conseguimos assegurar o fornecimento das refeições aos nossos beneficiários.

Atualmente, na grave situação que o país continua a atravessar, não baixamos os braços e, assim, não privamos os nossos utentes desta nossa tão preciosa ajuda.

A solidariedade e o espírito de entreajuda foram, deste modo, postos ao serviço da comunidade.

A cada dia damos o nosso melhor, procurando honrar o princípio estruturante da Atlas: colocar a Pessoa no centro das políticas, acções e motivações.


Dora Birrento

Voluntária Coordenadora do Projeto Velhos Amigos na Marinha Grande



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